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SONO NA SALA DE AULA Tempo escolar e tempo biológico Fernando Louzada e Luiz Menna-Barreto 13 x 18 cm | 144p.
ISBN: 978-85-88782-44-0
R$ 23,00
Por que sentimos sono? Quantidade ou qualidade do sono? O
que são ritmos biológicos? Qual a origem desses ritmos? Os
cronobiólogos – que estudam a organização temporal dos seres
vivos – têm demonstrado que a hora de dormir e a hora de acordar
vêm de dentro de nossos organismos. Os autores explicam como
esses “relógios” internos se ajustam ao dia/noite do ambiente,
mostram também que, além de diferenças em nossa constituição
física, somos também diferentes em nossa constituição temporal.
Mostram ainda quais podem ser os efeitos do “descompasso”
com esse nosso ritmo interno. Nesse contexto, qual seria a
relação desse ritmo interno – “tempo biológico” e a escola
– a aprendizagem? Na criança e no adolescente a sonolência
manifesta-se na dificuldade em levantar no horário para a
escola e no sono durante as aulas. Como lidar com isso? A
pergunta é dirigida aos pais, aos professores e à própria
escola. Sabe-se que a privação de sono provoca mudanças na
atenção e no desempenho. Assim, com base nas conseqüências
das alterações do “ritmo interno” de cada um de nós versus
a aprendizagem, os autores propõem uma maior “flexibilização
dos horários escolares, desde aqueles mais evidentes, ligados
ao processo de aprendizagem e memória, até os mais sutis como
o papel da escola como espaço despido de preconceitos para
reconhecimento das necessidades do corpo”. E concluem dizendo
que “a resistência às propostas de mudança de horários está
mais relacionada às conveniências individuais de pais e professores
do que à própria aprendizagem. E, com base nas pesquisas realizadas
nos ensinos fundamental e médio, os autores fazem um alerta
às escolas: “Que seja mais flexível, que respeite as características
temporais de cada aluno, ou que, no mínimo, evite privações
de sono para a maioria”.
FERNANDO MAZZILLI LOUZADA é mestre e doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto
de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor
pela Harvard Medical School (EUA). Durante 15 anos atuou como
professor de Ciências e Biologia e coordenador pedagógico
de escolas particulares de São Paulo. Atualmente é professor
da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
LUIZ
MENNA-BARRETO é biomédico pela USP em Ribeirão
Preto, mestre e doutor em Ciências (sistema nervoso e comportamento),
professor da mesma universidade desde 1980, atualmente na
Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste). Interessado
nas relações entre o sistema nervoso e o comportamento, acabou
dirigindo suas pesquisas para a área dos ritmos biológicos
humanos nos anos 1980. Tem pesquisado aspectos do ciclo vigília/sono,
motivado tanto pela área fascinante e pouco explorada, como
pelo fato de ter pegado no sono dirigindo uma moto - ingênuo,
supunha que o sono podia ser manipulado à vontade...
SUMÁRIO
I O tempo
biológico: ritmos e relógios
1. Introdução
2. Que relógios nos orientam?
3. Quem gosta do horário de verão?
4. Luz artificial para enganar o cérebro
5. Quem é mais normal?
6. Trocando o dia pela noite
7. Corujas e cotovias
8. Jovens e seus avós juntos em uma festa: uma boa idéia?
9. Quantidade ou qualidade de sono?
II Sobre
relojoeiros e neurônios
1. Quantos
osciladores? Fica à escolha do freguês...
2. O liga-desliga do ciclo vigília/sono: um pouco mais complicado
que um interruptor
III Ritmos
biológicos e organização escolar
1. Ladrões
de sono na escola
2. Prejuízos causados pelos ladrões de sono
3. Cenas da escola: hora de dormir, hora de estudar
4. A aula “dobradinha” e a flutuação da atenção
5. Alunos em jejum na escola?
6. Como lidar com os ladrões de sono
7. Alguém aprende dormindo?
8. Quem pode dormir na escola
9. Quem começa mais cedo
10. Andando na contramão
11. Volta às aulas
12. Mudanças na organização temporal da escola
13. Avaliação da sonolência e do desempenho
14. Temas da cronobiologia nos parâmetros curriculares
15. O tema em sala de aula
Notas
Glossário
Sugestões para leitura
Sobre os autores