PTEROSSAUROS
- OS SENHORES DO CÉU DO BRASIL Relato inédito da aventura de importantes descobertas da paleontologia Alexander Kellner
16 x 23cm | 176p.
ISBN: 85-88782-28-6
R$ 38,00
O livro
mostra como eram essas criaturas aladas – os pterossauros
– que, ao lado dos dinossauros, tanto fascinam as pessoas.
Os pterossauros e os dinossauros podem ser considerados como
grupos irmãos, sendo que cada um seguiu um ‘caminho evolutivo’
distinto: os pterossauros se adaptaram para dominar os céus,
enquanto os dinossauros dominaram a terra. Pesquisas já confirmaram
que os pterossauros eram répteis que voavam e viveram no Brasil
há 115 milhões de anos. O livro nos conta ainda como é o trabalho
do paleontólogo e, em particular, no caso dos pterossauros,
o que se conhece até hoje – houve uma explosão de cristas
nas mais diferentes formas e tamanhos – e também o modo pelo
qual os pesquisadores – paleontólogos – chegam a esses resultados:
“...o osso era relativamente alongado... as peças juntaram:
estava descoberto o primeiro pterossauro do Brasil e de todo
o Hemisfério Sul”. Até hoje já foram descritas 24 espécies
de pterossauros no Brasil e sabe-se que sua extinção ocorreu
há 65 milhões de anos. O livro é apresentado por Otávio Velho,
professor Emérito do Museu Nacional/UFRJ: “Dessa leitura saímos
mais bem informados sobre o trabalho dos paleontólogos. Mas
saímos também mais conscientes da grandeza e da miséria da
nossa própria condição humana, tão restritos no tempo que
somos, mas ao mesmo tempo tão cheios de responsabilidades
como guardiões desse e de outros patrimônios. Saímos também
mais conscientes da importância do intercâmbio científico
entre os paleontólogos do mundo inteiro, mas também orgulhosos
do que tem sido feito e ainda deverá vir a ser feito pelos
paleontólogos brasileiros”.
ALEXANDER
W. A. KELLNER, naturalizado brasileiro, nasceu
em 1961 no Principado de Liechtenstein. Concluiu a graduação
e o Mestrado em Geologia na UFRJ e, em 1996, o doutorado na
Columbia University, em programa conjunto com o American Museum
of Natural History. Ingressou no Museu Nacional/UFRJ em 1997.
Pesquisa de vertebrados fósseis, particularmente os encontrados
em depósitos cretáceos. Entre as suas descobertas principais
está o dinossauro carnívoro Santanaraptor, com o tecido mole
mais bem preservado de que se tem notícia, incluindo fibras
musculares e parte do sistema capilar fossilizado, além do
réptil voador Thalassodromeus sethi, que permitiu o estabelecimento
de novas hipóteses a respeito de aspectos fisiológicos dos
pterossauros. Participou da descoberta e descrição de 22 novas
espécies de vertebrados fósseis, tendo publicado mais de 100
estudos inéditos em periódicos nacionais e internacionais
tais como Anais da Academia Brasileira de Ciências, Episodes,
Paleontology, Cretaceous Research, Nature e Science. Ao todo,
conta com 329 publicações entre artigos de periódicos, capítulos
de livros, resumos e artigos de divulgação científica. Professor
do programa de Pós-Graduação em Zoologia do Museu Nacional/UFRJ.
Organizou e participou de expedições em distintas partes do
mundo como o Deserto do Atacama no Chile, Montana nos Estados
Unidos, Patagônia na Argentina, Liaoning na China e a região
de Kerman, no Irã, onde encontrou os primeiros restos de dinossauros
daquele país. Atualmente, organiza uma expedição para busca
de dinossauros, de fauna e de flora associados à Antártica.
É Membro honorário da New York Paleontological Society e da
Sociedad Paleontologica de Chile, Pesquisador Associado da
Divisão de Paleontologia do American Museum of Natural History
/ Nova Iorque e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
Por que escrever um livro sobre fósseis?
I
O VÔO DO "DRAGÃO"
De repente, um estranho barulho vem do céu.
II
E O SERTÃO JÁ FOI MAR...
“O senhor sabia que aqui já foi o fundo do mar?”
III
UMA MESA, UMA CADEIRA E LIVROS
Como alguém se torna um pesquisador de fósseis?
IV
O QUE É UM PTEROSSAURO?
Os senhores do céu.
V
VÔO, CAMINHAR E FISIOLOGIA
Como funcionavam os pterossauros.
VI
CRISTAS: AERODINÂMICA OU SEXO?
Mistério dos répteis alados.
VII
UM QUEBRA-CABEÇA DE DUAS PEÇAS
O primeiro pterossauro do Brasil.
VIII
ANHANGUERA – O “VELHO DIABO”
Um fóssil misterioso.
IX
CEARADACTYLUS
Um padre, um italiano e o “pterossauro do Ceará”.
X
TUPUXUARA
O bom espírito.
XI
TAPEJARA WELLNHOFERI
Um pterossauro frugívoro?
XII
TAPEJARA IMPERATOR
O Imperador.
XIII
THALASSODROMEUS SETHI
O corredor do mar do deus das trevas.
XIV
ORNITHOCHEIRUS E COLOBORHYNCHUS
Tem inglês no Araripe?
XV
A PRESERVAÇÃO DOS FÓSSEIS
Por que o material brasileiro é tão bem preservado?
XVI
PTEROSSAUROS x AVES
Competição entre dois grupos de animais voadores.
XVII
EXTINÇÃO
Também os pterossauros não sobreviveram.
XVIII
O FUTURO
O Brasil precisa equacionar seu patrimônio paleontológico.
Notas
e comentários
Créditos das imagens da abertura dos capítulos
Leitura recomendada
Apêndice
Agradecimentos