| O método científico é um dos melhores exemplos das possíveis associações entre a arte e a ciência, entre o cientista e o artista. Escrita em 1 Ato e 20 Cenas, a peça percorre a História contando-nos de que modo surgiu a Ciência - esta forma de conhecer a realidade ancorada em um poderoso método de pensamento, capaz de revelar os mais escondidos segredos da natureza, do homem e da sociedade. A cenas percorrem fatos importantes da história da humanidade: parte do homem e seu mundo primitivo, por volta de 50 mil anos a.C., discorre sobre temas - morte, fome, guerra, doenças, crendices etc -, pessoas -Aristóteles, Ambroise Paré, Roger Bacon, Galileu Galilei, Lavoisier, Marat etc - mostrando de que forma as descobertas e avanços da ciência interferiram no curso da vida do homem ao longo da sua história até os nossos dias. A última cena acontece na lua, com um astronauta e um desafio do Narrador: Mas o que foi que mudou para o homem passar a viver muitos anos a mais, deixar de se arrastar pela superfície da terra, aprender a voar e alcançar o espaço? Para o cientista Leopoldo de Meis, o que mudou foi a forma de pensar! Uma leitura inspiradora, instigante, acessível e um convite à representação experimental, principalmente nas escolas.
LEOPOLDO DE MEIS é professor do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ, "Honoris Causa" das Universidades de Buenos Aires (Argentina) e de Louvain la Neuve (Bélgica). Atualmente, divide seu tempo entre a bioquímica e a sociologia/educação para ciência. Nas duas áreas publicou livros e trabalhos em revistas de circulação internacional. Recebeu diversas distinções entre as quais o Prêmio de Química da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (TWA, Itália, 1986) e as Ordens Nacionais do Mérito Científico (Grã Cruz ,1997) e do Mérito Educação (Comendador, 2000). Foi um dos fundadores da Academia de Ciências da América Latina, conferencista convidado do Fórum Internacional de cientistas para redução e eliminação de armas nucleares (Academia de Ciências de Moscou, 1987) e do Fórum Internacional para banimento de armas químicas (Ministério de Relações Exteriores da Itália., Roma 1988).
A concepção artística da peça foi concebida pelo carioca Diucênio Rangel, quadrinhista e ilustrador, Bacharel em Gravura pela Escola de Belas Artes, Mestre e Doutor em Química Biológica na área de concentração em Educação, Gestão e Difusão em Ciência/UFRJ.
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