MARTU
Elizabeth Hazin
“Admirável, este é o termo, admirável este Martu”.
Moacyr Félix
Martu – primeiro nome da Palestina de que se tem registro na história – é um poema longo, que nessa nova edição – revista e ampliada – é narrado por um poeta que teoriza o próprio fazer poético, além de dar a conhecer seus próprios poemas: aqueles que já haviam sido escritos seguindo o projeto inicial – relacionados à Terra palestina e ao seu povo (1ª edição). Segundo Moacyr Félix, que assina a apresentação da primeira edição, “Martu merece e deve ser dado aos jovens vitimados pela ‘poluição cultural’, a que se referia Drummond, porque é exemplo de uma consciência de que a poesia não é um arroto ou um grito (infantil), e sim o fruto de uma existência trabalhada dentro de sentimentos longamente vividos e pensados”. O livro foi vencedor do Prêmio Rio de Literatura-86 e publicado, em 1987, pela Fundação Rio/Philobiblion.
Mas nesses quase 20 anos, Elizabeth não deixou de se emocionar e refletir sobre a Terra palestina e seu povo. E, nesse meio tempo, sobretudo quando escrevia sua tese de doutorado sobre o processo criativo de um autor em busca de seu romance (Guimarães Rosa e Grande sertão, veredas), começou a escrever outro livro de poemas sobre a própria criação poética. “Tal livro seria, pois, a transposição para a linguagem poética de questões teóricas que me tomavam, então, o pensamento”, diz a autora na apresentação desta nova edição. Assim, os dois livros, aparentemente diversos, se fundiram transformando-se em um único volume editado agora pela vieira & lent. A apresentação desta edição é feita por Marco Lucchesi: “Elizabeth Hazin realiza uma poesia sofisticada e límpida. Tem o sentido da medida e não perde com isso a temperatura exigida pelo verso”.
|