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Apesar
de sua milenar reputação medicinal e de sua grande relevância
como droga de uso recreativo e religioso, até recentemente
muito pouco se sabia sobre os mecanismos de ação da maconha
no cérebro e no corpo. A partir da década de 1990, contudo,
a descoberta de que o cérebro produz ele mesmo moléculas semelhantes
aos princípios ativos da maconha impulsionou enormes avanços
científicos. Foi possível não somente a compreensão da ação
biológica da planta, mas também o entendimento do próprio
funcionamento do cérebro e da fisiologia animal. Assim, o
conjunto de informações atualmente disponíveis estimula um
novo olhar sobre os efeitos psicológicos e comportamentais
da maconha, permitindo também analisar, com bases mais sólidas,
os riscos de seu uso abusivo e os benefícios de seu potencial
terapêutico.
RENATO MALCHER-LOPES é mestre em Biologia Celular e até 1999 trabalhou como assistente
de pesquisa no laboratório de comportamento animal da Universidade
Rockefeller (EUA). Doutor em Neurociências pela Universidade
Tulane, e pós doutorado na Escola Politécnica Federal de Lausanne
(Suíça, 2005-2006). Hoje é pesquisador do Cenargen-Embrapa.
SIDARTA
RIBEIRO é mestre em neurobiologia pela UFRJ,
doutor em neurociências pela Universidade Rockefeller (EUA,
2000) e pós-doutor pela Universidade Duke (EUA, 2005). Hoje
é Diretor de Pesquisas Científicas do Instituto Internacional
de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
SUMÁRIO
Introdução
1 História
Natural da Maconha
2 O sistema endocanabinóide
3 A maconha como remédio
4 A maconha como tóxico
5 Efeitos mentais da maconha
6 Efeitos neurobiológicos da maconha
7 Sono e sonho
8 A maconha como tônico
9 Fitoterápicos versus medicina moderna
Glossário
Sugestões para leitura
Sobre os autores
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