Em 1609, fruto de uma corajosa e ousada decisão, Galileu aponta a recém descoberta luneta telescópica para os céus. Ao perceber as novas possibilidades de estudo que a luneta oferecia, ele decidiu trabalhar com o propósito de comprovar a veracidade do sistema copernicano, que afirmava que a Terra girava em torno do Sol. Esse gesto, simples para os nossos dias, contribuiu para inaugurar uma nova era para a humanidade. A visão de mundo construída ao longo de séculos começava a ser substituída por uma nova imagem da natureza, na qual o homem não mais ocupava o centro físico do universo. A natureza, segundo Galileu, é laica, objetiva, indiferente aos desejos dos seres humanos, distante, precisa e matemática. Por seu pensamento, Galileu foi condenado pela Igreja em 1632 e somente absolvido em 1992, mais de três séculos depois.
O ano de 2009 foi escolhido pela União Astronômica Internacional (IAU) como o ano internacional da Astronomia.
ANTONIO AUGUSTO PASSOS VIDEIRA, doutor em Filosofia e História da Ciência, é professor do departamento de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ. Realizou os estudos para o doutorado nas universidades de Heidelberg (1988-1989), Alemanha, e Paris VII (1989-1992), França. Os estágios de pós-doutoramento foram feitos nas universidades de Évora, Portugal, Federal da Bahia, Federal de Santa
Maria e Estadual de Campinas (2003). É colaborador no programa de pós-graduação em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia da UFRJ, e pesquisador visitante do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas/CBPF-MCT. Tem Experiência na área de Filosofia, com ênfase na Filosofia da Ciência, atuando principalmente nos sequintes domínios: filosofia da natureza, filosofia da física, história da astronomia, biografias científicas, história da física e divulgação da ciência.
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