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O
PRIMEIRO AMOR É SEMPRE O ÚLTIMO
(Contos)
Tahar Ben Jelloun
"Este
livro narra o desequilíbrio e os mal-entendidos
entre o homem e a mulher árabes. As histórias
que ele traz falam somente de amor, isto é, de
solidão, segredo e incompreensão. Aliás,
essa necessidade de amor logo se torna uma busca de si,
porque para amar o outro, para dar, é preciso amar
um pouco a si mesmo. Isso não é tão
simples assim, num país em que a traição
e a religião ajudam sobretudo o homem a alicerçar
sua pequena força, embora, sem a mulher, nada se
possa fazer nesse sentido."
Tahar Ben Jelloun
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As narrativas que compõem O primeiro amor é sempre o último são alimentadas pelos contos de As mil e uma noites e pela vida cotidiana dos magrebinos que vivem na França, assim como pela memória de seus antepassados - beduínos, comerciantes, desocupados de Tânger ou de Casablanca, pais de família felizes, enamorados desditosos. São histórias ao mesmo tempo lendárias e banais, "casos do cotidiano e de amor" que nos falam da dificuldade de comunicar-se, do prazer, da dor, do mal-entendido que, até hoje, opõe o homem e a mulher árabes. Tradução
da edição francesa © éditions
du Seuil 1995
"Le premier amour est toujours le dernier"
- ISBN 2-02-030030-3
Tradução:
Joana Angélica d'Ávila Melo
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