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"Este livro narra o desequilíbrio e os mal-entendidos entre o homem e a mulher árabes. As histórias que ele traz falam somente de amor, isto é, de solidão, segredo e incompreensão. Aliás, essa necessidade de amor logo se torna uma busca de si, porque para amar o outro, para dar, é preciso amar um pouco a si mesmo. Isso não é tão simples assim, num país em que a traição e a religião ajudam sobretudo o homem a alicerçar sua pequena força, embora, sem a mulher, nada se possa fazer nesse sentido."
As narrativas que compõem O primeiro amor é sempre o último são alimentadas pelos contos de As mil e uma noites e pela vida cotidiana dos magrebinos que vivem na França, assim como pela memória de seus antepassados - beduínos, comerciantes, desocupados de Tânger ou de Casablanca, pais de família felizes, enamorados desditosos. São histórias ao mesmo tempo lendárias e banais, "casos do cotidiano e de amor" que nos falam da dificuldade de comunicar-se, do prazer, da dor, do mal-entendido que, até hoje, opõe o homem e a mulher árabes.
TAHAR BEN JELLOUN | escritor marroquino de expressão francesa, Tahar Ben Jelloun nasceu em Fez em 1944. Foi para Paris em 1971 para fazer o doutorado em psiquiatria social. Desde então, publicou numerosos romances, coletâneas de poemas, ensaios. Colaborador do jornal Le monde e autor premiado, Ben Jelloun ganhou o prêmio Goncourt, em 1987, com La nuit sacrée (A noite sagrada).
Tradução da edição francesa © éditions du Seuil 1995
"Le premier amour est toujours le dernier" - ISBN 2-02-030030-3
Tradução:
Joana Angélica d'Ávila Melo
SUMÁRIO
O amor desatinado
Ardis femininos
A víbora azul
Caso do cotidiano e de amor
O Mirage
O primeiro amor é sempre o último
O homem que escrevia histórias de amor
O Mediterrâneo do coração
Aída-Petra
O amor em Paris
De um belo queixume a dor
O senhor Vito ama a si mesmo
O homem que não gostava de festas
O ódio
O velho e o amor
O polígamo
"Mas não estou fascinado com Tahar Ben Jelloun -- que qualquer dia vai ganhar o Nobel - somente porque estou nesta praça, neste país [...] . É um escritor que faz o leitor esquecer que está diante de um sofisticado criador, que parece, repito "parece", um simples contador de histórias."
Affonso Romano de Sant'Anna
O Globo, 21 de abril de 2001
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