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A FAMÍLIA AGULHA
Romance humorístico - 1870
Luís Guimarães Jr.

Organização, edição e notas: Flora Süssekind
14 x 21cm | 420p.
ISBN: 85-88782-07-3

R$ 42,00 PROMOÇÃO: R$ 21,00

"A família Agulha até me dava dor do lado, de tanto rir", escreveu Mario Quintana sobre este romance-folhetim de 1870, que revela o lado humorístico-satírico da literatura oitocentista brasileira. Os leitores vão se divertir e os estudiosos da Literatura Brasileira têm à disposição um texto fidedigno, valioso documento da produção literária da época. A primorosa análise crítica de Flora Süssekind é decisiva, não apenas para a preservação de nossa memória cultural e literária, mas também na revalorização do autor: "folhetinista, elegante e jovial", segundo Machado de Assis.

Luís Guimarães Jr. foi um fos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897. Teve longa carreira diplomática, além de poeta, dramaturgo, contista, biógrafo (de Carlos Gomes e Pedro Américo) e romancista.

LUÍS GUIMARÃES JR. era filho de pai português, Luís Caetano Pereira Guimarães, e mãe brasileira, Albina de Moura. Nasceu no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro. Há controvérsias, porém, quanto ao seu ano de nascimento: 1844, segundo Sílvio Romero; 1845, segundo Iracema Guimarães Vilela e Múcio Leão; 1847, segundo outros estudiosos. Fez os primeiros estudos no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro e, aos dezesseis anos, escreveu o primeiro romance, Lírio branco, que dedicaria, em 1862, a Machado de Assis. Em São Paulo, faria os estudos preparatórios e iniciaria, em 1863, o curso de Direito na Faculdade do Largo São Francisco. O bacharelado seria concluído apenas em 1869 em Recife, onde conviveria com Castro Alves e Tobias Barreto. Colaboraria, na década de 1860 e no início da seguinte, em diversos jornais do Rio de Janeiro, de São Paulo e Pernambuco, utilizando, por vezes, os pseudônimos de "Felix Vandenesse", "Mefistófeles", "Oscar d'Alva", "Vitor Murilo", "Luciano d'Ataíde", dentre outros. Em 1869 publicaria também o seu primeiro livro de poemas, Corimbos.

Foi poeta, dramaturgo, contista, biógrafo (de Carlos Gomes e Pedro Américo) e romancista. Aos 28 anos, decidido a casar-se com Cecília Canongia, mas com situação financeira instável, aceita o oferecimento, pelo poeta e amigo Pedro Luís (então ministro dos Negócios Estrangeiros), de um posto como secretário de Legação em Londres. E, de 1873 a 1894, passaria por vários outros postos, em Santiago do Chile; em Roma (onde serviria sob ordens de Gonçalves de Magalhães), junto à Santa Sé; em Lisboa (onde se tornaria amigo de Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro, Fialho de Almeida); e, como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário do Brasil, na Venezuela. Foi também um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897. Em 1894, já aposentado, instalou-se definitivamente em Lisboa, cidade na qual viria a falecer em 20 de maio de 1898.

Orelha

De todas as edições que o romance A família Agulha, de Luís Guimarães Júnior, teve antes desta, somente uma é mais ou menos recente: a de 1987, publicada no Rio de Janeiro pela Editora Presença/Instituto Nacional do Livro. Volume 9 da Coleção Resgate, teve organização, introdução e notas de Flora Süssekind, pesquisadora do Setor de Filosofia da Casa de Rui Barbosa. O livro teve excelente aceitação do público e da crítica especializada, mas ao longo dos anos a exigente preparadora foi anotando pequenas falhas e lapsos que descobria, apesar do cuidado de seu trabalho de cotejo das edições em livro inclusive com os folhetins publicados de janeiro a abril de 1870 no jornal Diário do Rio de Janeiro.

Foi principalmente a possibilidade de rever e ampliar as notas que levou Flora a propor que nova edição fosse publicada pela Casa de Rui Barbosa, projeto prontamente aceito e que acabou contando com a parceria da Editora Vieira & Lent, numa co-edição que completa o trabalho da publicação anterior. Dessa forma, têm os estudiosos da Literatura Brasileira à disposição um texto fidedigno, enriquecido por abundantes notas de contextualização, que, além de sua importância para a compreensão do romance, constituem importante subsídio para os estudiosos do período em que se passa sua ação.

Rachel Teixeira Valença
Diretora do Centro de Pesquisas da Fundação Casa de Rui Barbosa

 

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